Welcome to Aeternus

Aeternus


 Create an AccountSite | Enviar Artigos | Seu Perfil  
Usuário Info
Bem-vindo(a), Anonymous
Nome de usuário
Senha
(Cadastre-se)
Cadastramento:
Último: leviathan
Hoje:: 0
Ontem: 0
Total: 159

Pessoas on-line:
Visitantes: 14
Cadastrados: 0
Total: 14

Sumário
 Site
 Administrador
Accès réservé aux membres Estatísticas
 Debates
 Lista
 Descrição Listas
 Artigos
 Artigos Topics
 Arquivo de Artigos
 Autores & Artigos
 Os 10 mais
 Literatura
 Contos Originais
 Crítica Literária
 Poesias
 Ensaios:Nabokov
 Livro Caripeba
 Livro das Fadas
 Estética Barroca
 Entrevistas
 Downloads
 Informações
 Blog
 Web Links
 Seu Perfil
 Procura
Accès réservé aux membres Calendar
 Artes
 Poesias
 Gallery
 Testemunho
 Videos
 Culinária
· My eGallery
 Ajuda
 FAQ
 Fale Conosco
 Avaliação
Accès réservé aux membres Calendar

Divulgação
Lançado o Livro das Fadas
O primeiro livro Virtual Aeternus

  
Contos: A4

Enviada por olegario em Friday, April 02 @ 20:22:46 BRT

Literatura
A4
S. Olegário de Carvalho Neto
Nasceu A4 e era exatamente igual às outras. ...ou quase: intimamente talvez tivesse lá umas diferenças.
Desde que chegaram ali, todas ...


Nasceu A4 e era exatamente igual às outras. ...ou quase: intimamente talvez tivesse lá umas diferenças.
Desde que chegaram ali, todas no mesmo pacote, sempre observou. No início não compreendeu bem: a primeira da pilha foi levada para a máquina e virou um contrato; a seguinte, uma petição (coisa mais chata!); a outra, uma carta comercial.
Depois ficou claro: cada uma tomava um rumo diferente. A vida era quase um sorteio.
Saber que tinha um destino sem saber exatamente qual, sempre foi seu maior problema. Quando a primeira da pilha era levada, aumentava sua angústia:
- Meu Deus, será que um dia eu vou ser uma petição? Um contrato, dependendo do valor, ainda teria uma certa graça, mas petição?!... Recibo, jamais! Nem com firma reconhecida.
Chegou a ver umas virarem rascunho: - Rascunho! Ora vejam só! Nem vida própria tiveram, coitadas! Além do mais, rascunho cheira a reencarnação. Tinha medo.
Às vezes sonhava em ser uma poesia (era tão romântica...). Carta-de-amor, tinha desistido, viu que tinham saído de moda. Comercial, jamais: “Conforme sua correspondência datada de...”, um horror!
E receita? Já imaginou terminar como receita de bolo? Uma terminou (Pobrezinha!): foi dobrada de qualquer jeito e esquecida num livro de culinária. Com ela - paranóia! - seria pior: em cima de um fogão, aquele calor terrível, respingada de margarina...
Tudo passou pela sua cabeça. Testamento: chique, mas muito fúnebre; abaixo-assinado: muito popular; tese de doutorado: não fazia gênero intelectual; lista-de-compras: de Natal... tudo bem, supermercado... jamais!
As de cima foram sendo levadas. Chegou o seu dia:
- Você vai gostar muito. Pega-se uma folha de papel, dobra-se assim... assim... mais uma vez... e pronto! Já viu avião mais bonito que este? Agora, é só jogar pela janela... e lá foi ela deslumbrada... ...em seu delicioso e insuspeito destino de, por alguns instantes, voar como os pássaros.

 
Relacionadas
· Mais sobre Literatura
· Notícias publicadas por administrador


Mais lida Literatura:
PANOS DE PRATOS


Vote nesta notícia
Média: 0
Votos: 0

Vote nesta notícia

Excelente
Muito bom
Bom
Regular
Ruim


Opções

 Imprimir Imprimir

 Enviar para pessoa conhecida Enviar para pessoa conhecida


Tópicos relacionados

Literatura

_NOCOMMENTSACT

Web site engine's code is Copyright © 2003 by PHP-Nuke. All Rights Reserved. PHP-Nuke is Free Software released under the GNU/GPL license.
Tempo para gerar esta página: 0.16 segundos