No chamado ciúme normal, o que se tem é o pesar, o sofrimento causado pelo pensamento de perder o objeto amado, sendo uma ferida narcísica para a auto-estima. Embora normal, Freud destaca que isso não é inteiramente racional, sendo uma manifestação tardia da situação edípica de rivalidade com alguém que divide a atenção de outrem sobre mim.
Luiz Fernando Gallego (**)
i. Em seu famoso trabalho de 1911 Notas Psicanalíticas sobre um Relato Autobiográfico de um caso de Paranóia, popularmente conhecido como o “Caso de Schreber”, Freud assume o ponto de vista de que o que jaz no cerne do conflito é uma fantasia de desejo homossexual, acrescentando que as formas de paranóia podem ser representadas como contradições da proposição “eu (um homem) O amo (o = homem)”.
Nos delírios persecutórios, a proposição “eu o amo” é contraditada por: ‘eu NÃO o amo; eu o odeio, porque ele me persegue’. Isto porque o mecanismo de formação de sintomas na paranóia exige que as percepções internas – afetos – sejam substituídas por percepções externas. Se ele me odeia e me persegue, isto me desculpará por odiá-lo na contradição ao afeto inaceitável (eu o amo).Por isso Freud diz que o delírio de perseguição contradiz o predicado da proposição.
Os delírios eróticos ou erotomania contradizem o objeto: ‘Eu NÃO o amo, eu A amo porque ela me ama.’ ‘Todas me amam.’
Os delírios de ciúme contradizem o sujeito: ‘Não sou eu quem ama o homem, ELA é que o ama, ama a todos os homens.’
Freud fala ainda da rejeição à proposição como um todo: ‘Eu não amo de modo algum, eu não amo ninguém, eu só amo a mim mesmo’ o que resulta na manifestação da megalomania narcísica, pelo redirecionamento da libido para o Eu.
Dez anos depois, Freud retornou ao tema, no pequeno texto Alguns mecanismos neuróticos no Ciúme, na Paranóia e no Homossexualismo, publicado em 1922. Aqui, Freud propõe que o ciúme é um estado emocional normal em sua manifestação competitiva, podendo ter graus anormalmente intensos em suas manifestações de ciúme projetado e ciúme delirante.
No chamado ciúme normal, o que se tem é o pesar, o sofrimento causado pelo pensamento de perder o objeto amado, sendo uma ferida narcísica para a auto-estima. Embora normal, Freud destaca que isso não é inteiramente racional, sendo uma manifestação tardia da situação edípica de rivalidade com alguém que divide a atenção de outrem sobre mim.
Já o ciúme projetado se deriva da própria infidelidade ou impulsos neste sentido que sucumbiram à repressão, podendo atingir uma convicção quase delirante.
Mas se o ciúme delirante verdadeiro também tem origem em impulsos reprimidos no sentido da infidelidade, neste caso a atração seria por pessoas do mesmo sexo, mantendo sua visão anterior.
Sobre o homossexualismo masculino, ele resume seus fatores predisponentes, em
a) fixaçào na mãe que não pode ser passada a outra mulher, passando a buscar objetos amorosos em quem possa se redescobrir e amá-los como a mãe o amara; está assim, por um lado, identificado com a mãe, o que permite que o lhe permaneça fiel, a ela que foi seu primeiro objeto de amor.
b) A escolha de um objeto homossexual é a escolha de um objeto narcísico para o qual é mais fácil se inclinar do que fazer um movimento no sentido do outro sexo, incluindo aí a supervalorização do pênis e incapacidade de tolerar sua ausência em um objeto amoroso. A depreciação das mulheres, a versão e até mesmo o horror a elas parece derivar da descoberta precoce de que elas não possuem um pênis.
c) A renúncia às mulheres significa que toda a rivalidade com o pai (ou com todos os homens que ocupam o seu lugar) é evitada, por consideração a ele ou por medo dele.
O apego à condição da existência de um pênis no objeto amoroso, bem como o afastamento das mulheres em favor do pai podem ser atribuídos ao temor à castração, o que associando-se ao narcisismo (b), a fixação à mãe (a), aliados ao efeito de uma sedução que tenha fixado prematuramente a libido, bem como a influência de um fator orgânico redundariam numa situação homossexual.
II.
“EL”
Em sua autobiografia “Meu Último Suspiro” Luís Buñuel fala sobre este filme: “Filmado em 1952, é um dos meus filmes preferidos. A bem da verdade, nada tem de mexicano. A ação poderia transcorrer em qualquer lugar, já que se trata do retrato de um paranóico. Os paranóicos são como os poetas. Nascem assim. Depois, interpretam a realidade no sentido de sua obsessão à qual tudo se refere. Suponhamos que a mulher de um paranóico toca uma pequena frase ao piano. Seu esposo convence-se imediatamente de que se trata de um sinal combinado com seu amante na rua. No bairro em que eu morava na Cidade do México havia um militar bastante parecido com o personagem do filme. Ele avisava que partiria em manobras e retornava à noite, disfarçando a voz e dizendo para sua mulher através da janela ou da porta: ‘Seu marido não está, abra a porta...’ Eu contei esse detalhe a um amigo que o utilizou num artigo de jornal. Conhecendo os hábitos dos oficiais mexicanos, me senti realmente assustado. Qual seria sua reação? Que faria se ele viesse armado à minha porta, pedir satisfação? Mas não aconteceu nada. Talvez ele lesse outro jornal.
O filme comportava um número de detalhes verdadeiros, tirados da observação e também uma boa parte de invenção. Por exemplo, no início, na cena do lava-pés, o paranóico localiza sua vítima como um falcão que vê uma cotovia. Pergunto-me se essa intuição repousa em alguma realidade.
Sua estréia foi desastrosa no festival de Cannes, numa sessão organizada, não sei porque, em honra de ex-combatentes e mutilados de guerra que protestaram vivamente; com raras exceções, a imprensa foi negativa. É verdade que muitos mudaram de opinião depois: André Bazin, Jean Cocteau... Um consolo me foi proporcionado em Paris por Jacques Lacan, que viu o filme numa sessão organizada para 52 psiquiatras na Cinemateca. Ele me falou longamente do filme, que lhe pareceu verossímil e em várias ocasiões o apresentou a alunos...”
Em um livro de entrevistas, Buñuel diz que não sabemos o que se esconde no fundo da paranóia e o personagem é um paranóico, mas o que predomina é a necessidade que os outros o reconheçam como perfeito, o considerem como o melhor de todos os homens. Nessa entrevista, Buñuel diz que Francisco é seu personagem com mais traços autobiográficos, e destaca um diálogo que ele trava com sua esposa na lua-de-mel, quando pergunta o que ela gosta menos nele, ao que ela diz que “nada, tudo a agrada”, ao que ele insiste: “devo ter algum defeito”, até que ela lhe diz que ele “é um pouco injusto” e ele reage, dizendo que é um dos homens mais justos que ele conhece. Diz Buñuel: e nós não somos todos um pouco assim? Conta que este padrão de diálogo não é nada raro entre cineastas: - O que v. achou do meu filme? - Muito bom, gostei muito! - Não, pode falar com franqueza o que você não gostou. - Bem, nào chega a comprometer, mas o final é um pouco forçado... – O que? O final? Que é isso? O final é a melhor coisa do filme! Ou seja, diz Buñuel, todo aquele preâmbulo que solicita uma crítica esconde na verdade o desejo de ouvir o outro dizer que realizamos uma obra-prima.
Em outra declaração do diretor, encontramos novamente a afirmação de que é um dos seus filmes que mais gosta, sobretudo pelo que tem de documentação verídica sobre um caso patológico. (É baseado no livro de uma mulher que foi casada com um paranóico.) Mais do que anticlerical, diz ele, o filme é humorístico, embora o personagem seja patético. Me comovia aquele homem com tais ciúmes, com tanta solidão e angústia por dentro e tanta violência exterior. Estudei-o como a um inseto.
III.(***)
Este personagem é Francisco, que tenta uma relação amorosa com uma mulher e sofre uma desintegração psíquica progressiva à medida que a aproximação heterossexual se intensifica, já que há traços em seu comportamento que sugerem uma questão homossexual fragilmente controlada.
Quinta-feira Santa, no interior de uma catedral: um sacerdote procede à cerimônia do lava-pés a qual repete o gesto de humildade de Jesus que, apesar de Deus, teria lavado os pés de seus apóstolos. Hoje em dia, os apóstolos são substituídos por enfermos, mendigos. No filme, o padre lava os pés dos coroinhas, todos jovens adolescentes, beijando-os em seguida. Francisco participa da cerimônia ajudando o sacerdote, contemplando o ritual atentamente. Dos pés dos jovens sendo beijados, dirige seu olhar aos pés de outras pessoas presentes à igreja, até esbarrar em um par de pés femininos pelos quais ia passando; retorna o olhar que sobe na direção das belas pernas que se seguem e que por sua vez pertencem a uma elegante mulher que se percebe olhada e fica um pouco embaraçada. Como compara o próprio Buñuel, pode se sentir a fascinação ente a presa e o gavião.
Francisco é um homem maduro, com um equilíbrio aparente dentro do código moral recomendado pela Igreja. Seu olhar intenso aos pés dos adolescentes sendo beijados corresponde a uma atração erotizada que, por ser de feitio homossexual, é rechaçada através da procura de pés femininos de uma desconhecida que passará a tentar reencontrar na medida em que lhe serve de proteção contra os impulsos homossexuais, agora encobertos por um interesse heterossexual proporcionalmente forçado e intensificado. Afinal de contas, como vamos saber mais adiante através de seu padre confessor, Francisco mantivera-se virgem até o casamento.
Ficamos sabendo que ele é um homem em torno de seus 40 anos, de posses, envolvido em uma demanda judicial por mais terras e que julga que seu advogado não foi eficiente quando lhe recomenda desistir da pretensão. Por isso, o dispensa. Vive numa casa que, por fora,lembra uma fortaleza, e por dentro é cheia de objetos art-nouveau trazidos por um antepassado da Exposição Mundial de Paris de 1900. Francisco não tolera um quadro torto. Também não suporta que Pablo, seu mordomo, invista sexualmente sobre a arrumadeira, e para evitar que isso se repita, despede... a arrumadeira. Expulsar a mulher, e não o homem, é uma escolha significativa que sugere como Francisco reage ao sexo oposto.
Além disso, parece estar sempre na defensiva, protegendo-se de algum perigo, como que ameaçado por “alguém” que quer lhe tirar algo. Embora possuidor de uma herança que parece lhe dar segurança e estabilidade materiais, Francisco não parece integrado por seus valores sensu latu. Se a casa representa algo de sua estrutura psíquica, pode-se dizer que ele mesmo é composto de valores parciais que só estão unidos por algum fator externo reassegurador: fator este mágico no caso da religião ou de efeito disciplinador no caso da justiça à qual recorre na certeza apriorística de que sua pretensão será reconhecida; mas esta composição de valores parciais não chega a formar um todo suficientemente coeso. A obsessão por quadros perfeitamente pendurados com caimento em exato equilíbrio dá uma idéia de suas características compulsivas com necessidade de afastar o perigo iminente de desequilíbrio interno.
De algum modo talvez Francisco tivesse em seu advogado a imagem de uma figura protetora. Quando esta imagem o decepciona, sente-se desamparado e colabora para a emergência da paranóia. Teme estar sendo prejudicado em seus direito; sentindo-se perseguido, assume o papel de perseguidor (identificação com o agressor). Perseguidor em ambos os sentidos da palavra, persegue Glória a quem descobre comprometida com um engenheiro, amigo seu, Raul. Convidando-o (e a ela) à sua casa, consegue beijá-la no jardim. Raul será visto trabalhando em uma represa, de bigode, sugerindo um lapso de tempo, dizendo não querer voltar à Cidade do México. Em seguida, é Glória quem narrará a Raul o que lhe aconteceu depois que o deixou por Francisco.
Na viagem de núpcias, Francisco a desnorteara com perguntas, humilhando-a, insultando-a, pedindo-lhe perdão, oscilando entre uma atitude sádica e uma postura masoquista. Ele ignora o que é ter uma mulher e se sente angustiado quando ela manifesta interesse nele; procura defender-se imaginando que ela tenha outro homem.
Para sua lua-de-mel ele escolhe um povoado onde se sente como um manda-chuva. Dá a impressão megalomaníaca de ser o dono do lugar, utilizando-se da posição social que sua fortuna lhe dá para não se sentir inferiorizado perante a mulher, a qual é temida como uma grande mãe, preferindo apequená-la como se fosse mais um objeto que ele pode comprar e incorporar.
Num nível consciente deseja uma esposa honesta. Em outro nível tem a convicção que ela é leviana, tendo um passado sexual variado. Esta convicção, por um lado ele quer que se confirme, pois isto de algum modo seria motivo de orgulho: sua capacidade de possuir extende-se sobre esta mulher que pode ter tantos homens e agora é um objeto de sua propriedade; e além disso, através dela ele possue os homens que ela já teve. Simultaneamente, entretanto, teme assumir este poder que implica em interesse homossexual e na fantasia de prostituição das mulheres, dentre as quais se inclue a imagem da mãe poderosa, que recebe o pênis do pai.
Durante um passeio, encontram um conhecido de Glória que é logo incluído nas interpretações de Francisco como amante da mulher. Quando vai ao corredor do hotel, descobre que o homem está hospedado no quarto ao lado, o que o faz enfiar uma agulha de crochê através do buraco da fechadura da porta que separa os dois cômodos – isto, porque estava certo que o homem estaria olhando através da fechadura para o quarto do casal.
Quem toma tal atitude pode estar projetando no outro o que ele faria: olhar para a intimidade de um casal, descobrir o que fazem, como é que é feito, enfim, o que as crianças querem saber sobre seus pais. Francisco teme ter que reconhecer a vida sexual da mãe e ao mesmo tempo se sentir fascinado por ela, personagem que Glória reedita na atualidade, depositária das mesmas ambivalências. Igualmente teme e deseja o papel masculino do pai, o homem mais vivido e experiente com as mulheres, como seriam todos os demais (o ex-noivo, o conhecido que ela reencontra), todos os homens, supostamente mais capacitados que ele, representantes do pai que possuiu sua mãe. Não acreditando que possa ser como os outros homens, Francisco passa a desejar Ter os homens, o que é repudiado pela moral social e religiosa. Volta-se para a mãe – interditada, volta-se para a mulher na qual teme reencontrar a mãe: se esta deseja sexo, é prostituída; se não, é inacessível... Destas idas e vindas estabelece-se um círculo vicioso do qual não consegue escapar e o paraliza.
Empurra a mulher para os braços de um novo advogado, pedindo-lhe que seja amável com ele. Depois a acusa de Ter se comportado de modo muito íntimo com o outro. Ela busca ajuda externa: a mãe, o padre. Nenhum dá razão a ela. Retorna à casa, ele está armado, atira nela que tomba no chão.
Mas como, se era ela quem estava contando os fatos a Raul? Ela explica que as balas eram de festim para assustá-la. Fantasia de um crime que ele gostaria de tornar realidade. Afinal, se Glória deixara Raul por ele, poderá deixá-lo por outro. A conquista não o reassegurara quanto a seu amor-próprio viril, não o apaziguara; pelo contrário, deixou-o mais inseguro pois não se tratou de uma conquista genuinamente desejada, mas defensiva. Assim como o que já tem de herança não lhe basta, precisando das terras como se precisasse agregar a si mais do seu passado (assexuado), mais de suas origens (assexuadas), buscando na ampliação da herança sua própria identidade.
A cena da torre da catedral, quando compara as pessoas a vermes que gostaria de pisar pode ser compreendida como seu desejo megalomaníaco de ser Deus, bem como de reprimir os desejos “animais” dos humanos/vermes, e ainda o de destruir em Glória o representante externo da sexualidade para negar o seu conflito interno.
Enquanto Francisco se sente agredido, “reage” agressivamente mas sofre no processo de precisar justificar sua agressão, Raul denuncia o componente cúmplice (histérico? masoquista?) de Glória que já não tem como ser racionalizado.
Francisco os vê juntos e “confirma” suas certezas, indo desabafar com o mordomo. Nega sua agressão a Glória e busca ser reconhecido como vítima. Suas manifestações de desagregação psíquica se acentuam: pensa costurar os orifícios da mulher para impedi-la de qualquer prática sexual – com os outros homens e com ele mesmo. Glória ficaria sempre virgem daí por diante, como as mães deveriam ser, concebendo-nos sem precisar Ter relações sexuais com nossos pais e principalmente gostar disso.
Na perseguição final a Glória (e Raul) o delírio auto-referente de ser objeto de troça de todos se desenvolve justamente na igreja onde ele acaba por agredir o padre representante dos valores repressores que destruiram suas possibilidades de uma vida sexual normal.
Francisco termina o filme na Igreja, como no início, só que agora ele é frade, o que é cultural e socialmente aceito como casto. Glória está com Raul, com quem deveria ter ficado e para nos deixar perplexos, Buñuel coloca Francisco como o nome do menino que acompanha o casal. Glória teria engravidado de Francisco, mas ele crê que a criança é a prova definitiva de que sempre tivera razão: Gloria e Raul o trairiam mais cedo ou mais tarde.
A questão de um possível coito sádico e do evidente fetichismo com os pés também mereceriam uma discussão detalhada que, aqui, não prosseguiremos em atenção à idéia básica do cineasta que era a de realizar um filme sobre um paranóico. Fica um convite ao leitor para se questionar sobre estes temas acessórios.
Além dos trabalhos freudianos citados no decorrer do texto (parte I), também foram consultadas as seguintes obras sobre Buñuel:
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(*) Apresentado no Centro de Estudos do Centro Psiquiátrico Pedro II, Rio de Janeiro, no II Encontro de Psicanálise de Campo Grande, Mato Grosso do Sul e na Sociedade de Psicanálise da Cidade do Rio de Janeiro, dentro do Projeto "Psicanálise & Cinema" da Soc. Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro
(**) Membro Efetivo, Analista Didata e Coordenador do Projeto "Psicanálise & Cinema"da S.B.P.R.J. (***) Nesta terceira parte estaremos seguindo, em linhas gerais , o texto do psicanalista mexicano Fernando Cesarman sobre este filme, incluído em seu livro de ensaios "EL OJO DE BUÑUEL – Psicoanálisis desde una butaca" (Editorial Anagrama, 1976, Barcelona), assinalando-se que há inúmeras passagens que foram omitidas e outras em que colocamos a nossa visão pessoal, com outros pontos de ênfase diversos dos do Dr. Cesarman.
1 – TURRENT, Tomás Pérez & de la Colina, José – “CONVERSATIONS AVEC LUIS BUÑUEL: Il est dangereux de se pencher au-dedans.” Ed. Cahiers du Cinéma, Paris, 1993.
2 – BUÑUEL, Luis – “MEU ÚLTIMO SUSPIRO” – Ed. Nova Fronteira, RJ, 1982.
3 – VIDAL, Augustín S. - “LUIS BUÑUEL” - Ediciones Cátedra, Madrid, 1994.
4 - PEÑUELA CAÑIZAL, Eduardo - “O OBSCURO OBJETO DA AMBIGÜIDADE” in: P. CAÑIZAL, E. (org.) – “UM JATO NA CONTRAMÃO: Buñuel no México” – Ed. Perspectiva, SP, 1993.
5 – KYROU, Ado - “LUIS BUÑUEL – Biblioteca Básica de Cinema, volume 3” - Ed. Civilização Brasileira, RJ, 1966.
e sobretudo
6 – CESARMAN, Fernando - “EL OJO DE BUÑUEL – Psicoanálisis desde una Butaca” – Editorial Anagrama, Barcelona, 1976.
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