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Aeternus: Trabalhos

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Estética barroca: a mente devassa a paixão.
Monday, June 07 @ 17:34:43 BRT por Administrador (133 visualizações)
Trabalhos
Estética barroca: a mente devassa a paixão.
                                             Mércia Pinto

Não se discute arte barroca sem se estudar a propaganda religiosa e a retórica, como o barroco se dirige à mente do espectador por meio de emoções. O século XVII caracteriza imoderado gosto por classificações e tipologias. Ao se publicar o “Tratado das Paixões” (Descartes, 1648), expressar afetos manifestou-se uma ambição comum: entender seus mecanismos, transcrever e ordenar seus efeitos em vocabulário conciso, para impressionar o espectador. A descrição dos processos e a discussão das teorias que os sustentam é o tema deste artigo, que pode ser lido na íntegra clicando aqui.


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Estética barroca: a mente devassa a paixão.
Monday, June 07 @ 17:28:25 BRT por Administrador (221 visualizações)
Trabalhos

Resumo

Não se discute arte barroca sem se estudar a propaganda religiosa e a retórica, como o barroco se dirige à mente do espectador por meio de emoções. O século XVII caracteriza imoderado gosto por classificações e tipologias. Ao se publicar o “Tratado das Paixões” (Descartes, 1648), expressar afetos manifestou-se uma ambição comum: entender seus mecanismos, transcrever e ordenar seus efeitos em vocabulário conciso, para impressionar o espectador. A descrição dos processos e a discussão das teorias que os sustentam é o tema deste artigo.

 

Palavras Chaves: Estética, história da arte, música barroca.

 

Abstract

Baroque aesthetics: the mind inquiries the passion

One cannot discuss baroque art without studying the religious propaganda and the rhetoric, as it addresses to the spectator through their emotions. The 17th century is characterized by the taste of classification and typologies. By the publishing of “Treatise on Passion” (Descartes-1648), expressing affects turned a common aspiration: to understand their mechanisms, to write out and arrange their results in a concise vocabulary in order to move the onlooker. The aim of this article is to describe and discuss the theories that support these processes.

 

Key words: Aesthetics, history of art, baroque music.



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A hipótese lacaniana
Wednesday, September 09 @ 18:22:35 BRT por Administrador (430 visualizações)
Trabalhos

A hipótese lacaniana

                                                                     Jairo Gerbase


A hipótese lacaniana é um título que não inventei. Ele aparece no seminário 20, no capítulo 11, “o rato no labirinto”, em um dos inter-títulos deste capítulo. É daí que vou partir para comentar neste seminário e em alguns outros lugares o que diz Lacan sobre o corpo. Na página 194 deste seminário ele diz: minha hipótese é a de que o indivíduo que é afetado pelo inconsciente é o mesmo que constitui o que chamo de sujeito de um significante.



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ÉDIPO: O FILME, A ÓPERA, A PEÇA, O MITO E A PSICANÁLISE
Monday, July 27 @ 20:52:03 BRT por Administrador (771 visualizações)
Trabalhos

ÉDIPO: O FILME, A ÓPERA, A PEÇA, O  MITO E A PSICANÁLISE

 

                                                                                                  Luiz Fernando Gallego[1]

 

 

 

I –a)  A Ópera-oratório de Stravinski

 

            A denominação "ópera-oratório"  quer dizer que esta obra pode ser exibida como espetáculo teatral ou em forma de concerto,  como, aliás, foi estreada em 1927 sem causar maior impressão.  Já a versão que existe em VHS e em DVD (importados) utiliza amplos recursos cênicos, tendo sido premiada no Festival de Filmes de Arte de Montreal de '93 e recebido o Grammy da TV americana por seu vestuário, esculturas e máscaras. Sua diretora, Julie Taymor, que começou no teatro experimental transformou-se neste meio tempo em um dos maiores nomes da Broadway com a versão para palco de "O Rei Leão" e lançou posteriormente o filme "Titus" (inédito no Brasil), versão com 2 horas e 40 minutos de uma das mais sangrentas tragédias de Shakespeare, "Titus Andronicus", com Anthony Hopkins e Jessica Lange nos principais papéis. Já o filme sobre a pintora mexicana Frida Kahlo teve maior disttribuição, visibilidade e mesmo algum sucesso de público.

 



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A Fortaleza da Solidão na nova Casa de Matacavalos: Simulacro e ‘Falso Self’ em
Monday, October 13 @ 10:44:21 BRT por Administrador (1007 visualizações)
Trabalhos

A Fortaleza da Solidão na nova Casa de Matacavalos: Simulacro e ‘Falso Self’ em “Dom Casmurro”

Luiz Fernando Gallego, 2008

Encontro Machado de Assis: e a Psicanálise no Século XXI.


A verossimilhança é, muita vez, toda a verdade.
Bento Santiago
Uma pessoa é, acima de tudo, uma coisa material, fácil de danificar, difícil de consertar
Briony Tallis


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Entrevista com Sigmund Freud
Monday, May 26 @ 15:43:33 BRT por Administrador (1041 visualizações)
Trabalhos

Entrevista com Sigmund Freud
Concedida ao jornalista George Sylvester Viereck
Alpes Austríacos – 1926

O VALOR DA VIDA
UMA ENTREVISTA RARA DE FREUD

Entre as preciosidades encontradas na biblioteca da Sociedade Sigmund Freud está essa entrevista que foi concedida ao jornalista americano, George Sylvester Viereck, em 1926. Deve ter sido publicada na imprensa americana da época. Acreditava-se que estivesse perdida, quando o Boletim da Sigmund Freud Haus publicou uma versão condensada, em 1976. Tradução de Paulo César Souza.



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MONSTRO ESPLÊNDIDO
Wednesday, January 30 @ 09:40:04 BRST por Administrador (1105 visualizações)
Trabalhos
Jansy Berndt de S.Mello
"The child is father to the man!
How can he be? The words are wild".
G.M.Hopkins, poema 109.
Não se fazem mais neuróticos como antigamente e, embora o mundo de Freud estivesse passando por transformações radicais enquanto ele construía a Psicanálise, uma parcela destas mudanças fizeram-se sentir tão lentamente que só hoje em dia podemos vislumbrar e avaliar sinais delas na sua obra. Austríaco e judeu, Freud escrevia...


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Fio das Lorotas em Nabokov e a Varinha Mágica: ficções verdadeiras
Friday, November 16 @ 19:58:41 BRST por Administrador (827 visualizações)
Trabalhos

Fio das Lorotas em Nabokov e a Varinha Mágica: ficções verdadeiras

Jansy Berndt de Souza Mello, 2007.

Resumo: Nabokov escreveu que “os grandes romances são como grandes contos de fadas”, mas ele também comparou as táticas dos livros pornográficos àquela mentalidade que advém da rotina dos ‘verdadeiros’ contos de fadas na infância.” Pretendo explorar este estranho paralelo e traçar aquilo que Nabokov poderia ter indicado sobre a ficção, verdadeira ou falsa, e grandes romances. É minha intenção, também, examinar um tipo especial de reação subjetiva provocada no leitor resultante das estratégias de Nabokov quando ele se apresenta como um autor onipotente, deus malévolo, ogre.



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A dificuldade de interação entre a mãe deprimida e o bebê
Saturday, September 29 @ 14:45:25 BRT por Administrador (3742 visualizações)
TrabalhosHelena_Pontual enviou "

HELENA LOPES DALTRO PONTUAL

A DIFICULDADE DE INTERAÇÃO

ENTRE A MÃE DEPRIMIDA E O BEBÊ: COMPROMETIMENTO DO

HOLDING E DA FUNÇÃO CONTINENTE

Trabalho apresentado ao Centro Universitário de Brasília (UniCEUB/ICPD) como pré-requisito para a obtenção de Certificado de Conclusão de Curso de Pós-Graduação Lato Sensu, na área de Teoria Psicanalítica. Orientadora: Márcia Kfoury Muinhos.

"

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AQUARELA DO BRASIL
Friday, July 20 @ 10:56:36 BRT por Administrador (926 visualizações)
Trabalhos

AQUARELA DO BRASIL

Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu mulato izoneiro, vou cantar-te nos meus versos...

Caiu outro avião no Brasil. Eu achava que nunca mais veria aquelas cenas de corpos ensacados na calçada. Ou os familiares desesperados nos aeroportos. Ou a expressão aparvalhada, incrédula e impotente dos funcionários da companhia aérea, incapazes de dizer algo além de um número 0800 impossível de conectar... É quando nos sentimos um nada.

O Brasil, samba que dá, bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor, terra de Nosso Senhor
Brasil, pra mim, pra mim, pra mim...

Brasil pra mim. O meu Brasil. Ah, mas o meu Brasil não é esse, não. Meu Brasil é outro, diferente. Meu Brasil respeita os brasileiros. Meu Brasil sua a camisa trabalhando. Meu Brasil leva as coisas a sério. Meu Brasil não foge à luta. Meu Brasil não abandona os brasileiros à sorte.

Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei Congo no congado
Deixa cantar de novo o trovador
A merencória luz da lua
Toda a canção do meu amor...

Meu Brasil não é feito de políticos, empresários, técnicos ou catedráticos. Meu Brasil é feito de homens. Tem honra. Assume as responsabilidades.

Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões, arrastando o seu vestido rendado
Brasil, pra mim, pra mim, pra mim...

Pra mim dói, viu? Dói aquela mãe desfalecida no aeroporto, que podia ser a minha. Aquele filho que podia ser o seu. Aquele amigo que podia ser nosso. A tragédia que podia ser evitada... E dói o espetáculo que vem aí... Já vimos esse filme: a culpa não é de ninguém. Como desta vez não temos gringos pra culpar, será do piloto que morreu...

Brasil, terra boa e gostosa
Da morena senhora de olhar indiferente
O Brasil, samba que dá, bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor, terra de Nosso Senhor
Brasil, pra mim, pra mim, pra mim...

Afinal, o Brasil é o país onde a responsabilidade deixou de existir. Ninguém mais tem culpa de coisa alguma. A culpa é sempre do sistema. É da economia. É da meteorologia. É da física. É da matemática. De uma entidade intangível. Jamais dos homens. Pelo menos não dos que teriam a responsabilidade. Mas seriam esses, homens?

Ô, esse coqueiro que dá coco
Onde amarro a minha rede nas noites claras de luar...

A aquarela desse Brasil tem uma cor só: vermelho. Não o vermelho do partido. Nem o vermelho da vergonha de quem deveria, poderia e evitaria a tragédia. Mas o vermelho do sangue das vítimas do acidente, da bala perdida, do assassino impiedoso, do hospital desaparelhado, da torcida enfurecida.

Ah, ouve essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
E onde a lua vem brincar...

Nunca antes neste país, como na propaganda, tudo o que ouvimos terminou em "ia": poderia, seria, acharia, mandaria, assumiria, evitaria, contribuiria... Ia, ia, ia... Brasil, essa é tua sina. Tudo aqui "ia". É o Brasil do Futuro do Pretérito do Indicativo, onde a única certeza é que a incompetência, desonestidade e deboche que terminam em tragédias não se conjugam com "ia". Se conjugam com "ão".

Ah, esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro, Brasil, pra mim, pra mim...
...Brasil!

O podcast da semana trata de "mentiras simbólicas", que é como os políticos definem a matéria-prima com a qual trabalham. Mas não só os políticos. Também os marqueteiros, que transformam arte em comércio. Um texto de Rubens Zaidan examina a questão do conteúdo da mídia, enquanto a trilha sonora explora Juca Chaves com suas modinhas críticas e deliciosas. Yo Yo Ma também comparece. E no final do programa um presente: Clio, uma cantora brasileira que você provavelmente não conhece, intepretando "Inútil Paisagem" de Tom Jobim, de um jeito que você vai adorar.

Experimente no www.lucianopires.com.br/cafebrasil/podcast .

Este artigo é de autoria de Luciano Pires (www.lucianopires.com.br) e está
liberado para utilização em qualquer meio, contanto que seja citado o autor e
não haja alteração em seu conteúdo.



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Corpo e representação em psicanálise: O lugar da identificação projetiva
Sunday, August 20 @ 23:06:41 BRT por Administrador (1177 visualizações)
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Corpo e representação
em psicanálise:
O lugar da
identificação projetiva
Jansy Berndt de Souza Mello[1]

Os três temas sobre os quais iremos discutir: corpo, fantasia e representação podem ser abrangidos expressivamente pelos textos e pelas ilustrações de Hans Bellmer[2], dos quais em parte me utilizarei. Estes nos oferecem “a anatomia fantástica que evoca aquela na qual Freud redige seu adeus à anatomia oficial”.[3]



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Amarás a teu próximo como a ti mesmo
Wednesday, May 31 @ 20:15:55 BRT por administrador (1459 visualizações)
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Amarás a teu próximo como a ti mesmo

Maria Ida Fontenelle

João Ubaldo Ribeiro em sua coluna do dia 29 de agosto no Globo, escreve um suposto diálogo entre amigos de botequim: - “ Desculpe-me, mas a maluquice é sua. Quando eu digo “todo mundo”, claro que estou generalizando, há sempre alguns, desculpe, um tanto fora do prumo como você, ou que estão com problemas e reclamam, mas ninguém está ligando, mete isso na sua cabeça...Se o problema toca no sujeito, aí é diferente, aí ele vira bicho, vai brigar, entra na justiça, faz carta pro jornal e promove até passeata...Mas se não incomoda ele, pode deixar tudo aí que está ótimo...Enfia isso na sua cabeça, de uma vez por todas: o lema de todo mundo é “ o único problema é o meu e o que interessa na vida é me arrumar”!



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A SEDUÇÃO DA VIOLÊNCIA
Sunday, November 27 @ 15:26:24 BRST por administrador (1291 visualizações)
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A SEDUÇÃO DA VIOLÊNCIA

Admar HORN

A palavra violência vem do latim vis que significa “força”, (abuso da força), também dá origem aos vocábulos “vigor”, “vida” de vis, “vita”, e “vitalidade”. A violência é inerente ao ser humano. Entre outras coisas é a utilização da força para exercer o controle e procurar introduzir mudanças. No mundo contemporâneo as nossas vidas são afetadas continuamente pelas múltiplas implosões e explosões, algumas delas cotidianas, de extrema violência da qual somos testemunhas e vítimas e que nos impõem uma reflexão. Este cenário surge tanto nas situações clínicas onde a violência está presente, como também em outros onde ela se reflete. Nos dois casos, um melhor conhecimento dos fatos, assim como uma compreensão da violência do ser humano parecem possíveis.



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O fascínio do poder na sociedade contemporânea
Wednesday, November 23 @ 21:46:40 BRST por administrador (1366 visualizações)
Trabalhosmcalmon.trp enviou "O fascínio do poder na sociedade contemporânea[1][2]

Miguel Calmon du Pin e Almeida[3]

Mas de tempos em tempos, depois destes estados de satisfação que em certo sentido podemos chamar de estados obsessivos da emoção e da vontade, parece que somos dominados pelo seu contrário; para o expressarmos também com conceitos de hospício, subitamente começa na Terra uma intensa fuga de idéias, depois da qual toda a vida humana vê-se transferida para novos eixos e centros. A causa profunda de todas as grandes revoluções não está no progressivo acúmulo de condições insuportáveis, mas no desgaste da coesão que apoiava o contentamento artificial das almas”. (Robert Musil em O homem sem qualidades, Ed. Nova Fronteira, pg 376).

"

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Barbárie e Identidade
Friday, August 05 @ 20:39:03 BRT por Administrador (1922 visualizações)
Trabalhosjansy enviou "arbárie e Identidade

Barbárie e Identidade

Jansy B. S.Mello, 2004,
em colaboração com L.F.Gallego
1.

Resumo: No presente artigo estudamos a distinção tradicional entre civilização e barbárie e, depois de registrarmos a operação constante de acontecimentos envolvendo atos de selvageria e barbárie no cerne do que se considera uma civilização, propomos o abandono desta dicotomia. Entendemos que tal distinção preserva o preconceito esquizo-paranóide na separação entre eu=semelhante=bom=amigo e outro=mau=estrangeiro=inimigo, não nos servindo de modelo para entendermos alguns aspectos da violência.

Tentamos repensar a destrutividade a partir de uma escala mais ampla, desde as observações sobre o comportamento dos animais, até os estudos de S.Freud e W.R.Bion sobre grupos e a civilização.

Entendemos que a eclosão de alguns crimes na atualidade não obedeciam ao padrão daquilo que os estudiosos descreveram como sendo típicos aos assassinatos e à crueldade observada entre os animais e na história humana. Em seguida questionamos se o desaparecimento da idéia da divindade e do indivíduo, engolfados pelos sistemas operantes na política, na economia e na ciência, estaria promovendo a identificação dos indivíduos “anulados” ao sentimento neles causado por esta anulação, que engloba negativamente seu lugar na sociedade, seus direitos humanos e significado, assim como à sua expressão, induzindo-os a também anularem tudo aquilo que os cerca. Nosso objetivo não é o de apresentarmos um diagnóstico preciso do problema, mas de iniciarmos um debate sobre esta questão.

Barbarism and Identity, 2004

Abstract:

The current distinction between civilization and barbarism is here studied. After noting the constant occurrence of events that arise from savage and barbaric actions inside almost every social group and civilization, the authors considered this dichotomy as misleading and, therefore, we abandoned it in favor of a new kind of insight about violent behavior.The theoretic distinction between barbarism and civilization follows closely the establishment of specific patterns of identity and the dynamics of what S. Freud and Melanie Klein described as schizo-paranoid behavior which associated self/neighbor/good/friend in opposition to non-self/strange/bad/enemy.

We came to see that certain murders and cruel acts as they are now taking place in our times, do not follow the patterns which have been described by ethologists and anthropologists and that seem to be unique to our era. We are now trying to encourage a debate concerning the possibility that the marginalization of certain individuals provokes the annulment of their feelings of identity and meaning, while generating a void with which they identify. We suspect that this feeling of “nothingness” prompts them to destroy what still seems to exist around them.

Unitermos: barbárie, civilização, evolucionismo, indivíduo & sociedade, humanidade, psicanálise, identidade, fúria narcísica, violência, pulsão de morte, destrutividade, máquina.


Key words: barbarism, civilization, evolutionism, individual & society, humanity, psychoanalysis, identity, narcisistic fury, violence, death instinct, destructivity, machine.






Homo homini lupus. Plauto, 200 A.C.

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