Trechos do Caripeba I (Humberto Haydt)
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Diz que o Itaberaba fica na cama do sol.
A jusante do Igaratim ruma pro lado do poente. Rio moroso, desses que correm pra riba catando as tripas do Eldorado. Rio de manha, voltinhas num eixo sem nexo.
Rio orgulho, rio prolixidade, cortadinho de igarapés. Rio com a calma quebrada, aqui e ali, pelo papoco da banana pescatriz.
O barco, batendo o diesel-monopilão tremidamente, avisa à bicharada a passagem do perigo. Apito é maldade do piloto pra assustar no sobreaviso. O macaco-prego segura a tampa da cabeça, sente o fim do mundo, grita, grita sem fugir.
O barco, rio acima, soca os minutos pela beira, evita o centro ao leito que é flexa rumo à foz. Cruza com o caboclo cismarento, igarité casca de noz, na bubuia, sem apito, sem timão.
- Ô !
É falança de bom dia, bas tardes, coisas boa vencendo o espaço.
- Ô !
Resposta.
--oo--
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