Trechos do Caripeba II (Humberto Haydt)
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Como se encontrará Ibicurussá à espera. Como surgirá o herói.
Ibicurussá andava muito magra e sempre fora grande. Nunca usara as reservas que diziam ter porque faltava broca, charrua, disposição. Faltava também intenção, mas isto não se diz por causa de uma coisa que se chama ética e não fica a toa. Havia também uma lenda registrada no desejo de todos, que f alava num herói que nasceria pra desfazer as danações. Muitos candidatos se fantasiavam desta coisa pra eleição, mas logo se via quê-dê-herói-que-nada.
Enquanto isso peixe-boi pasta na beira tranqüilo gozando sol, lombro à mostra, todo dia hora certa. Nem bem a tarde toda se deita as borbolhas de desfazem no lugar.
Claro dia, amanheceu escrito na testa da Coemitanga a partida da história:
Ibicurussá, sem querer,
barriga tão dilatada,
esperas que ( novo ) nada,
que ( mesmo ) alvorecer?
E o Igaratim, único rabisco à mão, respondeu formando letrinhas num manuscrito vastíssimo:
Carrego o ventre cheio,
pejada por meu querer.
Carrego o piá mais feio
que de mim se viu nascer!
Ibicurussá nem fez muita força pra descnsar. Foi numa das vezes que se abaixou pra catar uns cobres que o piá escapoliu.
Então o Uirapuru largou o pífano muito admirado, foi pra itaoca escolhida levando toda bicharada pra testemunhar o prodígio.
Chorou não, o menino. Tinha uma tristeza mania que mais toma conta do rosto porque branco.
Ouviu-se uma voz bem perto que porém estava longe:
Nasceu de mãe sifilítica,
Meio seca, meio enchente,
profundamente raquítica
porém, com jeito de gente.
Ibicurussá mais desconhecida que a orgiem do Igaratim. O pai, este nem se pensou que existisse. O Caripeba seria filho da macaxeira, dos momentos de solidão.
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