Trechos do Caripeba V
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Como O Herói Se Sagrará Vencedor
Saberia mais?
E no profundo da itaoca o Quimboto deu de mamar pela teta do mindinho pro diabo chorão, que mandou:
- Bota pele de macaco, mata o moleque de recados, toma o lugar do cujo e encosta no herói. Daqui que chegue o bispo e faça jejum pra expulsar já passou tempo pra maquinar uma que sei mais.
O adjunto vestiu a pele correndo e na pressa nem reparou que o rabo ficou nas virilhas. Passou o zip no peito, deu pernas pra assombrar.
Então o moleque sentiu o bodum de macaca no pelo do diabo, chegou perto e estranhou. Preferia o celibato. Danou a rir e o Quimboto, contou a arrumação, levou uma surra, ficou trancado no vaso para reler o manual.
Havia outro. E o feiticeiro convocou o chefe da casa que se dizia Mefistófeles, mas era Belzebu.
Diabo grande não mama em mindinho, recebe a missão e faz a contento.
O Quimboto deu corda no maquinismo do capetão, soltou o animado contra o Caripeba. O bicho danou a fazer fogo pela boca mostrando uns dentes fininhos de meter medo a igual. Daria mil fisgadas, mudaria pensamentos, sorveria qualquer intenção.
Foi quando o Caripeba disse pro Macaco-prego chamar o Romãozinho depressa, que largasse das judiarias com os bichos e viesse mangar do diabo.
Não demorou nada. Logo estava o safado com cara de arrelia se rindo do capeta e propondo uma porção de indecências que sabia fazer. Ensinaria a posição de carniça, só que não era carniça e o salto não existia, mas era feito como se. E foram pra sombra dum umiri perfumado. Praticaram.
Foi um gozo ver o diabo tentado, experimentado a novidade que revoltou o Quimboto*.
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* - Em Cavalcanti, cidade do nordeste goiano, conta-se que Romãozinho ensinara, certa noite, sob a forma de jupará esta brincadeira a um velho Coletor. Não sabemos por quê razão este personagem do folclore se dedica a tal magistério.
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