The Begining (Ruy Penalva/2004)
Alguma coisa me diz que ela vai me fazer feliz,
Não sei se é pelo seu nariz ou por algo que me recorda um filme de Hollywood,
Em que faço o papel de bandido e assalto diligências cheias de ouro,
Sob tiro cerrado do exército Americano, com farda azul.
Algo me diz que eu vou voltar a ser um Cheyenne montado num cavalo sem sela,
E vou raptá-la para levá-la por prados floridos,
Onde Odonatas e Lepidópteras dançam ao som de uma trilha sonora,
Na qual não faltarão pausas, nem para o suspense nem para pipoca.
E que na hora do nosso beijo vai aparecer um The End,
E eu vou dizer: “Não, não acabou não, continua na próxima sessão”...
E muitas pessoas irão para casa pensando em nós dois,
Pensando na cena final do nosso beijo,
Pensando no quanto a felicidade pode ser congelada na tela.
E vamos viver por muitos e muitos dias nos corações das pessoas.
Até nós, vamos acreditar que fomos felizes, e fomos mesmo...
E vamos fazer um pacto de entrar na tela e nos congelarmos para sempre na imagem.
E quando para além da imagem e da mensagem nós formos de verdade,
Então seremos felizes por termos sido felizes a trinta quadros por segundo.
The End. |