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Divulgação
Lançado o Livro das Fadas
O primeiro livro Virtual Aeternus

  
Trechos do Caripeba VI (Humberto Haydt)

Página(s): 1/5
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Como o Herói será logrado outra vez
 
- Ai , Caripeva! Que me cenceste como ninguém! Teu destino é grande e me rendo ate teu poder! Dou-te meu sinete e me torno teu escravo!

Já iam longe mangando batelões de irreverências, Macaco-prego exibindo as partes, Caburé gargalhando miados, Papagaio declamando obcenidades, Jacaretinga rebanando o ar, Jabuti fonficulando, quando Quimboto berrou a rendição:

E atirou no rumo do deboche um anel de signos complicados.  O Caripeba gozou.  Catando a jóia depressa, enfeitou o fura-bolos, apontou pro Quimboto que já vinha mais ligeiro, ordenou:
 
- Escravo Quimboto, fica aí paradão até que me façam Ibicurussá libertinha!
 
Mas o feiticeiro se movia a passo certo, nem parecia no escuro. O Caripeba quis sacudir o anel no mato. Mas não saía do dedo.  Fugiu.
Fugiu porque já vinha o Quimboto no rasto pra maltratar. Quis ser veloz como o raio, mas e os poderes? Andou.     
Difícil é fuga assim, os elementos todos de costas nem tomando conhecimento do aperreado.  Antes era um maná.  A Uiara dava os peixes de mão beijada, as frutas maduravam antes do tempo, só para a goela do Caripeba.  Agora o herói é qualquer um perdido na mata sem saber pra que vive.  Só com o fito de fugir, fugir do Quimboto que vem aí atrás montado na lebre veloz dos acontecimentos.
 
- Que é feito de mim, Coemitanga?
 
- Caripeba-açu.
 
Quê dê mirim? Quê dê facilidade?  Mas ao seu lado os amigos de sempre, cabisbaixos e leais buscando as saídas, abrindo picadas porque aí vem o Quimboto montado na veloz.
Fugir, fugir se como?  O malvado seguia o rasto do anel que dera na rendição. Por onde passava o herói, ficava uma tabuleta balizando o caminho, uma tabuleta abstrata e maldosa que se plantava nas curvas, nas fímbrias, nas tocas: 
                             CARIPEBA a 200 Km  
--oo--
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