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Divulgação
Lançado o Livro das Fadas
O primeiro livro Virtual Aeternus

  
Trechos do Caripeba VIII-IX (Humberto Haydt)

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Como o herói encontrará o inferno flutuante
 
 
Do outro lado podiam continuar sem perseguição.  Pisaram no firme e deram pernas seguindo o Igaratim.
Porém daqui a pouco tocaram o mesmo lugar.  E tanto era verdade que lá estava a embarcação nos paus.
 
- É uma ilha, disse o Jabuti.
 
De canarana.  Desgarrada da âncora, viajando rio abaixo.
O Igaratim faz dessas.  Quem olha a calma da água não imagina o roldão da descida.  Que vai comendo as margens, por baixo, quietinho, fazendo plataforma onde ninguém imagina que pluf.  Um dia a lasca se solta, vira canoa buscando porto.  Ás vezes tem plantação, boi pastando, casa mesmo, é só estar na beira.
 
- Uma ilha!
 
Com tudo de ruim.  Porque os pássaros, quando sentem a viagem, levam ninho e filhotes; porque os sapos comem todos os insetos; as cobras, todos os  sapos; porque os bichos bons enchem o bucho dos maus.
Ouviram uma gritaria no centro do mato.  Era a agonia dos necrófagos em volta de um herói pode, morto no taxizeiro.
 
- Por quê não comem o vendido?
Quem é besta de chegar perto do taxizeiro? Lá tem uma nuvem de bichinhos que cobre o infeliz e mata depressinha.  Índio traído amarra mulher nesta árvore.  O Destino faz isso com o herói que se vende.  Lá está um que não presta nem pra ser comido.
 
- Vam´bora, gente.
 
Bateram na outra margem e foi quando ouviram u´a música pastoril picotar o abismo da espreita.
--oo--
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